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Shape Online por Henry Lelot


EVOLUÇÃO DAS RABETAS.

Autoria: Redação / Henry Lelot
Fotografia: Henry Lelot

O outline é historicamente a referência mais considerada pelo surfista ao avaliar a performance de uma prancha. 12 de janeiro de 2005,

A rabeta faz parte do outline e há vários tipos disponíveis no mercado como squash, swallow, round pin. Cada uma influencia de maneira diferente o arco que a prancha faz na onda em cada mudança de direção. Mas, o que realmente faz diferença é a largura da rabeta. Mais área significa maior projeção.


Se o surfista coloca uma parte maior da prancha dentro d´água afundando o pé, consegue mais impulsão. Funciona mais ou menos como quando afundamos dentro d´água uma bola cheia de ar, que pulará rapidamente para fora.


Rabetas com menos área são ideais para ondas maiores porque proporcionam mais segurança e estabilidade em situações críticas na onda. As mais estreitas são mais coladas na água e funcionam melhor em ondas mais fortes. A round squash é a mais usada no mundo. Alguns clientes pedem rabeta round pin em pranchas para o dia-a-dia. Nesse caso, o ideal seria uma round-round, bem redonda ou quase sem ponta. Caso contrário, fica muito agarrada e não projeta tão bem se a onda não tiver força.


Para ondas maiores, estreitamos a área da rabeta e então temos uma round pin que vai afinando e ganhando mais ponta de acordo com o tamanho da onda surfada.


A round pin domina em ondas maiores, porém uma mini swallow também é uma boa opção para ondas ocas, pois tem uma rabeta com menor área e ponta, atuando em conjunto com cada lado da borda.


Recentemente fiz uma tow-in 5’10 round swallow para o Carlos Burle testar em ondas brasileiras. Usei a round swallow, também conhecida como half moon, que permite um arco mais curto e redondo devido seu formato. A half moon surgiu há poucos anos e mostra-se bastante versátil funcionando em ondas fracas e fortes. Derivada da swallow, muito utilizada em ondas pequenas, é projetada com largura maior, principalmente nas extremidades, para que o surfista afunde o pé.


A prancha dá retorno da mesma maneira que uma bola cheia de ar pula para fora da água quando afundada.


Se a mais larga fica melhor em marolas, a mais estreita é uma boa opção para ondas fortes e tubulares.


Round-round não é round pin, ou seja, não tem ponta. É bastante versátil, porém, é mais indicada para ondas com alguma pressão, já que perde em projeção para round squash por ter menor área.


Em compensação, inverte a direção num menor espaço de onda, e com mais agilidade no movimento sem perder a fluidez.


Surgida na Austrália há pouco tempo, a thumb tail é encontrada no quiver de vários tops do WCT, como Kelly Slater e Dean Morrison.


Ela ainda é confundida com a round round ou round squash. Na verdade, a thumb é uma combinação das duas: reúne a projeção de uma round squash com a fluidez e o arco mais fechado de uma round round.


É uma excelente opção para pranchas do dia-a-dia e pode ser usada para qualquer tipo de onda, mesmo grandes, bastando reduzir a área.


A diamond também já foi muito popular e volta e meia é lembrada por shapers como Al Merrick, que acaba de relançar este tipo nas pranchas de Slater.


A idéia é que a borda, cerca de uma polegada mais curta que a extensão da prancha, permita que ela funcione como se fosse menor, tornando mais ágil a troca de bordas e a inversão de direção na onda.


Uma prancha com rabeta double wing vamper trata-se de uma combinação de swallow com round, funciona muito bem em marolas e apresenta a definição de manobra de uma swallow, com a fluidez de uma round na passagem de uma manobra para outra.


Interessante avaliar a performance em nível competitivo. Em 2001, competindo com essa rabeta, Cristiano Guimarães foi vice-campeão brasileiro e Claudemir Lima ficou em terceiro no circuito Super Trials.


Double wing faz com que a prancha mude de direção de maneira ágil, reduzindo o arco da curva, uma opção em ondas pequenas.


A Seagull possui "glide" e a fluidez de uma gaivota planando sobre as ondas. É uma variação de fish estilizada que funciona bem em marolas.


Já a spider é uma variação de round que permite a quebra de linha em ondas buraco e facilita a troca de bordas, por intermédio do cruzamento do fluxo d´água na rabeta.


A moby dick é uma round swallow com um corte em “V” na longarina, que garante maior agilidade na troca de bordas. Uma excelente opção em pranchas maroleiras.



Variação de swallow mais agressiva, a moorea é semelhante à half moon, porém mais estreita. Funciona bem em longboarders, funs e pranchas para ondas buraco.